sexta-feira, julho 10, 2009

Eu quero menos...

Menos preocupação.
Menos formalidade.
Menos nuvens no céu.
Menos roupa.
Menos encanação.
Menos se levar a sério demais.
Menos escritório.
Menos cara feia.
Menos despertador do lado da cama.
Menos falta de tempo.
Menos resolver tudo por email.
Menos chapinha.
Menos distância.Menos complicação.
Ah, eu quero menos pra mim...e quer saber?
Eu desejo o mesmo pra você"

quarta-feira, junho 24, 2009

Sem pressa pra voar.

Noite à toa, sentimento de querer bem,
Como é bom gostar de alguém
Nem sempre a vida trás de volta o que o tempo separou do coração
Vontade de recomeçar sem medo, sem medo
Abrir a porta e caminhar na direção dessa verdade
Que bom que o seu amor me escolheu, que bom que o seu sorriso trouxe a força
Me deu coragem, e o bastante pra dizer...

Que eu posso seguir tranquila, sem pressa pra voar
Eu posso chegar bem longe
Eu posso ganhar o Mundo
Mas hoje eu só quero o horizonte e você comigo!

Alô? É urgente!

Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto.Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da concha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto - preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio - tão cansado, tão causado - qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho. Esse, simples mas proibido agora: o de tocar no outro. Querer um futuro só porque você estará lá, meu amor. O caminho de encontrar num outro humano o mais humilde de nós. Então direi da boca luminosa de ilusão: te amo tanto. E te beijarei fundo molhado, em puro engano de instantes enganosos transitórios - que importa? (Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio - viria? virá? - e minto não, já não preciso.) Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço. Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã.

Sou todo torpor.

Você é tão acostumada a sempre ter razão...
Você é tão articulada, quando fala não pede atenção.
O poder de dominar é tentador eu já não sinto nada, sou todo torpor.
É tão certo quanto calor do fogo, é tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha e participo do seu jogo, eu participo...
Não consigo dizer se é bom ou mal...Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faças sem você não tem graça!
Você sempre surpreende e eu tento entender
Você nunca se arrepende, você gosta e sente até prazer.
Mas se você me perguntar eu digo sim, eu continuo...
Porque a chuva não cai só sobre mim
Vejo os outros;
Todos estão tentando...É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha e participo do seu jogo, eu participo.
Não consigo dizer se é bom ou mal, assim como o ar me parece vital.
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faça, sem você não tem graça...
É tão certo quanto calor do fogo...
É tão certo quanto calor do fogo...
Eu já não tenho escolha...
Eu participo do seu jogo...

sábado, maio 30, 2009

Só comigo!

Você vai comigo aonde eu for, você vai bem se vem comigo;
serei teu amigo e teu bem, fica bem mais fica só comigo...

quinta-feira, maio 14, 2009

Eu e o Caio... e claro, denovo você!

"Eu preciso muito, muito de você. Eu quero muito, muito você aqui de vez em quando, nem que seja muito de vez em quando. Você nem precisa trazer maçãs, nem perguntar se estou melhor. Você não precisa trazer nada, só você mesmo. Você nem precisa dizer alguma coisa no telefone, basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio, juro que não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro."


" E o que fazer, afinal? dançar um tango argentino, ou seria cantar? cantarolou calado assim “quiero emborrachar mi corazón para olvidar um toco amor que más que amor fue una traición’ tinha versos à espreita, adequados a qualquer situação, essa uma vantagem secreta sobre os outros, mas tão secreta que era também uma desvantagem, entende? Nem eu..."

domingo, maio 10, 2009

Eu e a Tati...e claro, você.

"Eu nunca deixo muito claro o que eu estou sentindo...

Ai fica parecendo que eu não sinto nada, nunca(..)"


"Algo impossível e você chegou tão perto! Nunca ninguém chegou tão perto! Por que você foi estragar tudo no final? Eu estava a fim."


"Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dele. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente. Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria.Não passa nunca, mas quase passa todos os dias."


. “É te amando tão infinitamente que me liberto de gostar pelo menos um pouco de você.”


"Amo tanto, tanto, tanto, que te deixo em paz."


"Eu continuo sem saber que maravilha a vida poderia me reservar se eu não me protegesse tanto."


"Só porque agora você se foi, é que sinto que você chegou de verdade."


"Eu quero parar com tudo isso, ele é um menino que não pode acompanhar minha louca linha de raciocínio meio poeta, meio neurótica, meio madura. Eu quero colocar um fim neste tormento de desejar tanto quem ainda tem tanto para desejar por aí."


"Mas para não sentir dor eu vou jurar ao último ouvido do meu universo o quanto você é descartável. O quanto sua molecagem não permitiu nenhuma admiração de minha parte."